Novo padrão brasileiro – sem mistérios
Quando fazemos as mesmas tarefas repetidas vezes, adquirimos pratica e desenvoltura na execução dos trabalhos. Para quem lida diariamente com a instalação de tomadas, em especial as do novo padrão brasileiro, o hábito da instalação já não mostra uma dúvida comum de muitos profissionais e iniciantes que se confundem com a polaridade do neutro.
Mais comum do que se imagina, muitos já me perguntaram a respeito.
Utilizar o padrão antigo (NEMA 5P) para comparação não é uma boa, pois por analogia, diríamos que o neutro também é o pino da esquerda.
Opa! Esquerda de quem?
Pois é, do terra é claro. Mas essa afirmação só é válida quando vemos a tomada da forma que ela é apresentada pela norma, com o terra para cima.
É o que mostra a primeira figura.
Atenção pois é comum algumas pessoas montarem extensões e adaptadores considerando os dois terras para baixo, dessa forma haveria inversão entre fase e neutro, um crime para equipamentos eletrônicos.
Melhor então é tentar decorarmos a posição correta da tomada. Ou quem achar mais prático, considerar a inversão do neutro se alinharmos o terra. É o exemplo da próxima figura.
Não muda nada, só a posição da primeira tomada.
A maioria dos fabricantes não marca o “N” do neutro por considerar que a tomada é utilizada tanto em 127V como em 220V.
Lembrando que existem dois tipos de tomadas do novo padrão brasileiro, a de 10A (pino de 4,0mm), para aparelhos que consomem menos como: TVs, DVDs, rádios, etc.; e as de 20A (pinos de 4,8mm), para aparelhos que consomem mais tipo: microondas, secadoras, ferros de passar, condicionador de ar e outros.
O plug de 10 A serve nas duas tomadas, como indicado nessa figura extraída da internet.
Escolha cada uma de acordo com a necessidade dos seus aparelhos, lembrando que o circuito elétrico deve ter fiação e proteção (disjuntores) compatíveis com a carga presumida e as tomadas instaladas.
A segurança da instalação começa com o profissional responsável pela execução da obra. A soma de vários detalhes pode fazer uma grande diferença.
sábado, 3 de setembro de 2011
sábado, 29 de maio de 2010
EMENDA TORRADA - QUEM FEZ ISSO?
O relato dele foi o seguinte: “Estávamos usando o chuveiro e quando ligaram o microondas a luz começou a piscar e apagou tudo...”
Beleza, vamos ver então.
Tem 220V na caixa do relógio (na minha própria casa já falhou a conexão do ramal da Eletropaulo).
Não chega o 220V no quadro de disjuntores, falta uma das fases.
O forro é de estuque então abri o telhado. Há duas emendas nas fases e neutro da entrada, uma próxima da junção do telhado com a laje da garagem e outra na boca do eletroduto que desce ao quadro.
A instalação é antiga (mais de 10 anos), os fios são rígidos, bitola de 12 AWG (equivalente a 3,3mm² - 20A de capacidade). Só o chuveiro já da 25A, o microondas mais 15A (se não tiver dourador). Ai já deu 40A.
Mas o problema mesmo são as emendas, e como uma imagem diz mais que palavras, olha a criminosa ai.
Legal né... Se esse problema fosse no neutro podia ter queimado muitos equipamentos na casa, o preferido é o computador.
Pois é gente, como ninguém vê a maior parte do serviço do Eletricista, ou às vezes faz um quebra galho e esquece ele lá, é importante observar como o profissional trabalha e qual a sua conduta quando questionado sobre normas e procedimentos.?.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
MISTÉRIO SOLUCIONADO
Em eletricidade muitas coisas são misteriosas, até mesmo para os mais experientes. Mas essa nós até que matamos rápido.
O motor de um ventilador de resfriamento duma máquina superaqueceu e desarmou o disjuntor motor, aquele cheirinho característico de verniz queimado tava lá, o curioso é que fazendo o teste de continuidade, aparentemente estava tudo OK. A mesma resistência foi encontrada entre as pontas do fechamento “estrela” (a rede lá é 380V) e entre os grupos de bobina (1-4; 2-5; 3-6).
Não havia continuidade com a carcaça.
Próximo passo, “megar” o motor, o nosso megômetro utiliza 6 pilhas AA, e como é comum em todo lugar (principalmente em almoxarifado de empresa) não havia as 6 pilhas para utilizar o “mega”, conclusão vamos ligar o motor.
Ligado o motor, corrente de pico, corrente nominal, e vai subindo então desarma o disjuntor. Novas medições, mesmo quadro. Liga de novo, mais 10 seg. e fumaça pra todo lado.
Previsível, que nada. Tem sempre dois ou três encarregados em cima e um gerente de braço crusado, pegando na sua mão e fazendo o serviço pra você.
O pior é que depois de tudo você ainda ouve "Aqui é assim mesmo, você acostuma", e não é pião que fala não.
O legal nisso tudo, é que “linha de produção” é o melhor lugar pra ser vidente, é só pegar um caso desses onde “não dá tempo” de comprar as pilhas ou de abrir o motor pra uma verificação mais a fundo, ai é só falar “vai dar pau” e colher os aplausos pelas suas previsões futuristas.
Conclusão, - “Abre o motor”.
E as pilhas? Não precisa mais. !!!
Não sei se da pra ver, uma das espiras, em determinado momento, se fundiu e danificou também as espiras de baixo que são do mesmo grupo. É esse pontinho na segunda bobina. Com o multímetro não há como verificar essa falha de isolação, pois o contato superficial foi o suficiente para dar continuidade em relação á tensão e corrente do multímetro, bastou mandar corrente de carga que abriu o bico. Foi só levantar a ponta do fio rompido que a bobina parou de conduzir.
É isso ai. Só onde a manutenção é vista como área técnica e não como parte da produção, é que teremos as condições ideais de trabalho, autonomia e confiança, para que sejam feitas as verificações necessárias e que o laudo técnico seja de fato um documento de competência e eficiência dos trabalhos da manutenção. Numa sexta-feira á tarde você ganhar 1 hora pra correr atrás de um motor novo, pode significar sua produção de sábado e até a de segunda-feira, dependendo do caso. É uma questão de gerenciamento de risco, imprescindível numa linha de produção.
Se o motor fosse aberto logo após os testes de continuidade, ganharíamos no mínimo essa uma hora abençoada que muitos gostariam de ter tido.
Não havia continuidade com a carcaça.
Próximo passo, “megar” o motor, o nosso megômetro utiliza 6 pilhas AA, e como é comum em todo lugar (principalmente em almoxarifado de empresa) não havia as 6 pilhas para utilizar o “mega”, conclusão vamos ligar o motor.
Previsível, que nada. Tem sempre dois ou três encarregados em cima e um gerente de braço crusado, pegando na sua mão e fazendo o serviço pra você.
O pior é que depois de tudo você ainda ouve "Aqui é assim mesmo, você acostuma", e não é pião que fala não.
O legal nisso tudo, é que “linha de produção” é o melhor lugar pra ser vidente, é só pegar um caso desses onde “não dá tempo” de comprar as pilhas ou de abrir o motor pra uma verificação mais a fundo, ai é só falar “vai dar pau” e colher os aplausos pelas suas previsões futuristas.
Conclusão, - “Abre o motor”.
E as pilhas? Não precisa mais. !!!
É isso ai. Só onde a manutenção é vista como área técnica e não como parte da produção, é que teremos as condições ideais de trabalho, autonomia e confiança, para que sejam feitas as verificações necessárias e que o laudo técnico seja de fato um documento de competência e eficiência dos trabalhos da manutenção. Numa sexta-feira á tarde você ganhar 1 hora pra correr atrás de um motor novo, pode significar sua produção de sábado e até a de segunda-feira, dependendo do caso. É uma questão de gerenciamento de risco, imprescindível numa linha de produção.
Se o motor fosse aberto logo após os testes de continuidade, ganharíamos no mínimo essa uma hora abençoada que muitos gostariam de ter tido.
terça-feira, 13 de abril de 2010
REVISÃO ELÉTRICA
Nesse artigo tratarei de um conceito pouco difundido entre as pessoas que é a necessidade de revisões das instalações elétricas.

Da mesma forma que nossos carros precisam de uma revisão periódica, a nossa instalação elétrica também precisa de alguns cuidados e adequações que implementam a durabilidade e funcionalidade das instalações. Basta compararmos a durabilidade de um automóvel á de uma instalação elétrica, cada parte do carro tem um desgaste diferente conforme a característica da sua aplicação.
Os sistemas de refrigeração, freios, lubrificação, são exemplos de componentes muito exigidos do carro, que devem ser verificados sempre que possível, quando não verificados podem ocasionar sérios riscos.
Da mesma forma que um veículo é projetado para durar algumas décadas, as instalações elétricas também deveriam durar anos sem a necessidade de substituição, porém encontramos diversos casos em que não somente as instalações estão deterioradas, mas também sub-dimensionadas.
Algumas causas dessas falhas são:
• Infra estrutura defasada (sub-dimensionada ou deteriorada).
• Uso de equipamentos além das capacidades dos circuitos (Ex: Chuveiros / Aquecedores).
• Adaptação de circuitos (Ex: Trocar disjuntor de 25A por um de 32A)
• Uso de materiais sem qualidade garantida.
• Contratação de mão de obra não especializada.
• Contensão de gastos.
Não há como negar que a questão de custos é o principal moderador nas negociações de trabalhos contratados.
O que é triste hoje em dia é que da mesma forma que vários utensílios tem se tornado “descartáveis”, esse comodismo causado pela enxurrada de produtos populares tem provocado uma inércia em vários setores, e na vida do Eletricista não é diferente. Hoje eu já não posso recusar um serviço onde o cliente opta pelo preço em relação á qualidade, claro que não haverá risco ao que é executado, mas a contratação de serviços sem aterramento e DR’s é campeã. Por isso ofereço na minha tabela o serviço SIMPLES.
Em alguns reparos realizados tenho verificado a seguinte premissa :
“FUNCIONA ATÉ HOJE, NUNCA DEU PROBLEMA
, ou então
“SÓ VOCÊ RECLAMA”
O fato é que muitas pessoas estão correndo riscos desnecessários ao patrimônio e á suas vidas.
As fotos que estão postadas neste tópico são referentes a tomadas residenciais instaladas num salão onde são utilizados equipamentos de som e iluminação. Devido á sobrecarga da tomada e ao mau contato existente nas emendas houve um curto-circuito seguido de um princípio de incêndio, fato que ocorreu em duas tomadas durante um evento.

O Eletricista (no caso Eu), só foi chamado porque as outras tomadas do palco pararam de funcionar, grande parte do circuito foi substituído e as tomadas trocadas. Se essa falha fosse no palco, poderia ter sido pior pois os equipamentos e acessórios ficam encostados na parede (que uma parte é de madeira).
Onde geralmente acontece esse tipo de problema é nas conexões de chuveiros, que são tão exigidos como os freios dos carros, como citado anteriormente.
Muitas pessoas não pedem uma revisão, primeiro porque está funcionando, segundo por que sabem que tem coisa errada, e o que é mais comum, pedem um laudo que indica a necessidade de intervenção, mas não mandam fazer o serviço, por que ainda funciona (apesar do chuveiro ficar frio no meio do banho) e o custo da reforma é visto como gasto e não como investimento. Além daqueles que acham que o Eletricista ta enrolando eles.
Não é difícil pesquisar e questionar os assuntos referentes á sua segurança. Todo mundo me questiona preço, mas poucos as normas e padrões de segurança (como é o caso de aterramento e dos DR’s).
Invista na sua segurança e no seu conforto, sua vida e sua família são seu maior patrimônio. (Alguém já disse isso, mas serviu.)
Até mais
Alexandre Celso Calado

Da mesma forma que nossos carros precisam de uma revisão periódica, a nossa instalação elétrica também precisa de alguns cuidados e adequações que implementam a durabilidade e funcionalidade das instalações. Basta compararmos a durabilidade de um automóvel á de uma instalação elétrica, cada parte do carro tem um desgaste diferente conforme a característica da sua aplicação.
Os sistemas de refrigeração, freios, lubrificação, são exemplos de componentes muito exigidos do carro, que devem ser verificados sempre que possível, quando não verificados podem ocasionar sérios riscos.
Da mesma forma que um veículo é projetado para durar algumas décadas, as instalações elétricas também deveriam durar anos sem a necessidade de substituição, porém encontramos diversos casos em que não somente as instalações estão deterioradas, mas também sub-dimensionadas.
Algumas causas dessas falhas são:
• Infra estrutura defasada (sub-dimensionada ou deteriorada).
• Uso de equipamentos além das capacidades dos circuitos (Ex: Chuveiros / Aquecedores).
• Adaptação de circuitos (Ex: Trocar disjuntor de 25A por um de 32A)
• Uso de materiais sem qualidade garantida.
• Contratação de mão de obra não especializada.
• Contensão de gastos.
Não há como negar que a questão de custos é o principal moderador nas negociações de trabalhos contratados.
Em alguns reparos realizados tenho verificado a seguinte premissa :
“FUNCIONA ATÉ HOJE, NUNCA DEU PROBLEMA
, ou então
“SÓ VOCÊ RECLAMA”
O fato é que muitas pessoas estão correndo riscos desnecessários ao patrimônio e á suas vidas.
As fotos que estão postadas neste tópico são referentes a tomadas residenciais instaladas num salão onde são utilizados equipamentos de som e iluminação. Devido á sobrecarga da tomada e ao mau contato existente nas emendas houve um curto-circuito seguido de um princípio de incêndio, fato que ocorreu em duas tomadas durante um evento.
O Eletricista (no caso Eu), só foi chamado porque as outras tomadas do palco pararam de funcionar, grande parte do circuito foi substituído e as tomadas trocadas. Se essa falha fosse no palco, poderia ter sido pior pois os equipamentos e acessórios ficam encostados na parede (que uma parte é de madeira).
Onde geralmente acontece esse tipo de problema é nas conexões de chuveiros, que são tão exigidos como os freios dos carros, como citado anteriormente.
Muitas pessoas não pedem uma revisão, primeiro porque está funcionando, segundo por que sabem que tem coisa errada, e o que é mais comum, pedem um laudo que indica a necessidade de intervenção, mas não mandam fazer o serviço, por que ainda funciona (apesar do chuveiro ficar frio no meio do banho) e o custo da reforma é visto como gasto e não como investimento. Além daqueles que acham que o Eletricista ta enrolando eles.
Invista na sua segurança e no seu conforto, sua vida e sua família são seu maior patrimônio. (Alguém já disse isso, mas serviu.)
Até mais
Alexandre Celso Calado
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
CALCULE POR METRO
CALCULE POR METRO
Instalações Elétricas R$/m²
No decorrer dos diversos atendimentos prestados a clientes residenciais tenho notado que quanto mais detalhado e opcional é o orçamento apresentado, mais difícil é fechar o negócio.
Obviamente muitos cliêntes se vêem envolvidas em tarefas que preferem não fazer, mas são elas mesmas que pedem uma opção mais barata, como é o caso da compra de materiais á cargo do cliente.
A melhor forma de compreender como é cobrado o serviço de instalações elétricas é imaginar a remuneração do Eletricista por hora. Há serviços que podem ser executados por uma pessoa, outros demandam ajudantes e até pedreiros. Cada caso deve ser discutido no momento da especificação das tarefas a serem orçadas.
Basta então presumir que quanto mais difícil ou extenso o trabalho em questão, mais horas serão necessárias para sua execução.
No entanto o principal é:
“Se vamos pagar por algo, que seja completo e funcional.”
Em instalações elétricas novas (construções), a infra-estrutura recém instalada, desde que devidamente dimensionada, oferece as melhores condições para a execução da passagem de cabeamento.
Dessa forma é presumível que o tempo necessário para sua instalação seja de fato menor que o de uma reforma ou instalações de adequação e ampliação.
Tendo como base o tempo presumido de diversos tipos de instalações, das mais simples ás de maior grau técnico, e a fim de facilitar o cálculo de mão de obra para instalações novas e reformas, eis duas tabelas que tipificam os valores referentes a diversos níveis de instalações calculados por “m²”, e a descritiva das mesmas respectivamente.
INSTALAÇÕES NOVAS
Tipo de Instalação /Valor por m²
Instalação tipo
Simples - Padrão - Extra
R$ 15,00 R$ 17,00 R$ 20,00
Para reformas e ampliações, os diferentes tipos de instalações existentes oferecem variados níveis de dificuldade, o que demanda tempo de execução. Para tais tarefas estima-se um tempo médio 60% maior que o da instalação nova. Tais serviços devem ser negociados a partir do cálculo da tabela abaixo, considerando fatores facilitadores para execução das tarefas.
REFORMA E ADEQUAÇÃO
Tipo de Instalação /Valor por m²
Instalação tipo
Simples - Padrão - Extra
R$ 22,00 R$ 30,00 R$ 35,00
• Instalação Simples: Instalação completa de fios , cabos, soquetes, lâmpadas, plafons, espelhos e disjuntores, tomadas, interruptores (linha simples tipo “Silentoc”); em sistema bifásico mais neutro, sem aterramento, sem DRs.
• Instalação Padrão: Instalação completa de fios , cabos, soquetes, lâmpadas, plafons, espelhos e disjuntores, tomadas novo padrão brasileiro, interruptores (linhas tipo “Pial Plus” ou compatíveis); em sistema bifásico mais neutro, com aterramento, com DRs.
• Instalação Extra: Instalação completa de fios , cabos, soquetes, lâmpadas, plafons, espelhos e disjuntores, tomadas novo padrão brasileiro, interruptores (linhas tipo “Pial Plus” ou compatíveis); em sistema bifásico mais neutro, com aterramento, com DRs, terminais em todos os pontos, solda em derivações de potencia, anilhamento de circuitos, Lay out completo das instalações em Auto Cad.
Obs: Todos as instalações possuem identificação dos disjuntores.
Não fazem parte do orçamento a entrada de energia das instalações(caixa do relógio).
As instalações previstas nesse cálculo se referem á área interna das residências.
Estes valores são específicos para casas e apartamentos até médio padrão, para residencias de alto padrão e Kitnets há necessidade de detalhamento dos pontos pois são instalações de grande concentração de componentes e circuitos com grau de dificuldade técnica mais elevado.
Serviços emergenciais
Eletricista: R$ 35,00 / hora
Descontos especiais para empreiteiros
Ou ligue, marque uma visita e negocie o atendimento.
Alexandre Celso Calado
Tel.: (11) 2211-9963 / Cel.: (11) 9873-5476
accalado@zipmail.com.br
http://orcamento-instalacao-eletrica.blogspot.com/
Instalações Elétricas R$/m²
No decorrer dos diversos atendimentos prestados a clientes residenciais tenho notado que quanto mais detalhado e opcional é o orçamento apresentado, mais difícil é fechar o negócio.
Obviamente muitos cliêntes se vêem envolvidas em tarefas que preferem não fazer, mas são elas mesmas que pedem uma opção mais barata, como é o caso da compra de materiais á cargo do cliente.
A melhor forma de compreender como é cobrado o serviço de instalações elétricas é imaginar a remuneração do Eletricista por hora. Há serviços que podem ser executados por uma pessoa, outros demandam ajudantes e até pedreiros. Cada caso deve ser discutido no momento da especificação das tarefas a serem orçadas.
Basta então presumir que quanto mais difícil ou extenso o trabalho em questão, mais horas serão necessárias para sua execução.
No entanto o principal é:
“Se vamos pagar por algo, que seja completo e funcional.”
Em instalações elétricas novas (construções), a infra-estrutura recém instalada, desde que devidamente dimensionada, oferece as melhores condições para a execução da passagem de cabeamento.
Dessa forma é presumível que o tempo necessário para sua instalação seja de fato menor que o de uma reforma ou instalações de adequação e ampliação.
Tendo como base o tempo presumido de diversos tipos de instalações, das mais simples ás de maior grau técnico, e a fim de facilitar o cálculo de mão de obra para instalações novas e reformas, eis duas tabelas que tipificam os valores referentes a diversos níveis de instalações calculados por “m²”, e a descritiva das mesmas respectivamente.
INSTALAÇÕES NOVAS
Tipo de Instalação /Valor por m²
Instalação tipo
Simples - Padrão - Extra
R$ 15,00 R$ 17,00 R$ 20,00
Para reformas e ampliações, os diferentes tipos de instalações existentes oferecem variados níveis de dificuldade, o que demanda tempo de execução. Para tais tarefas estima-se um tempo médio 60% maior que o da instalação nova. Tais serviços devem ser negociados a partir do cálculo da tabela abaixo, considerando fatores facilitadores para execução das tarefas.
REFORMA E ADEQUAÇÃO
Tipo de Instalação /Valor por m²
Instalação tipo
Simples - Padrão - Extra
R$ 22,00 R$ 30,00 R$ 35,00
• Instalação Simples: Instalação completa de fios , cabos, soquetes, lâmpadas, plafons, espelhos e disjuntores, tomadas, interruptores (linha simples tipo “Silentoc”); em sistema bifásico mais neutro, sem aterramento, sem DRs.
• Instalação Padrão: Instalação completa de fios , cabos, soquetes, lâmpadas, plafons, espelhos e disjuntores, tomadas novo padrão brasileiro, interruptores (linhas tipo “Pial Plus” ou compatíveis); em sistema bifásico mais neutro, com aterramento, com DRs.
• Instalação Extra: Instalação completa de fios , cabos, soquetes, lâmpadas, plafons, espelhos e disjuntores, tomadas novo padrão brasileiro, interruptores (linhas tipo “Pial Plus” ou compatíveis); em sistema bifásico mais neutro, com aterramento, com DRs, terminais em todos os pontos, solda em derivações de potencia, anilhamento de circuitos, Lay out completo das instalações em Auto Cad.
Obs: Todos as instalações possuem identificação dos disjuntores.
Não fazem parte do orçamento a entrada de energia das instalações(caixa do relógio).
As instalações previstas nesse cálculo se referem á área interna das residências.
Estes valores são específicos para casas e apartamentos até médio padrão, para residencias de alto padrão e Kitnets há necessidade de detalhamento dos pontos pois são instalações de grande concentração de componentes e circuitos com grau de dificuldade técnica mais elevado.
Serviços emergenciais
Eletricista: R$ 35,00 / hora
Descontos especiais para empreiteiros
Ou ligue, marque uma visita e negocie o atendimento.
Alexandre Celso Calado
Tel.: (11) 2211-9963 / Cel.: (11) 9873-5476
accalado@zipmail.com.br
http://orcamento-instalacao-eletrica.blogspot.com/
domingo, 29 de novembro de 2009
TOMADA - NOVO PADRÃO BRASILEIRO

Sempre que vou instalar, reformar uma casa ou trocar algum circuito de tomadas, os clientes ficam meio desconfiados quando falamos em “DR” ou das novas tomadas do “padrão brasileiro”. Uns acham que é conversa para encarecer o serviço, outros acham que é uma novidade que vai demorar pra utilizar. Tem aqueles que pedem pra você desmontar umas dez tomadas velhas pra ver se faz duas que funcionam, ai não dá né, imagina o que eles pensam do novo padrão.
Tem umas dicas importantes de alguns fabricantes e devemos ficar atentos ás mudanças, pois que uma instalação elétrica quando feita é pra durar mais de 20 anos, as tomadas duram menos, entre 5 e 10 anos dependendo da aplicação (se não usar dura mais, rsrsrs). Bom, de qualquer forma, a médio prazo os equipamentos que haverá na sua casa serão todos com esse novo padrão.
Mas o que há de novo?
Desde Janeiro de 2009, entrou em vigor a NBR14136, criada em 2002. Veja que a mudança já começou a mais de 7 anos.
A resolução nº 08 de 31 de agosto de 2009 alterou os prazos de adequação dos fabricantes de tomadas, plugues, eletrodomésticos e importadores de aparelhos eletroeletrônicos, a fim de dar mais tempo para todos.
Resumindo temos:
• Artigo 1º que, a partir de 1º de Janeiro de 2010, todos os plugues e tomadas incorporados ou vendidos separadamente só poderão ser fabricados com o novo padrão.
• Artigo 3º que, a partir de 1º de Janeiro de 2011, todos os plugues e tomadas incorporados ou vendidos separadamente só poderão ser comercializados por lojistas com o novo padrão.
• Artigo 4º que, a partir de 1º de Julho de 2011, todos os plugues e tomadas incorporados ou vendidos em conjunto com aparelhos eletroeletrônicos só poderão ser comercializados por lojistas com o novo padrão.
Quando uma norma chega ás nossas casas, é porque já passou pelos órgãos competentes e pela adequação dos fabricantes, tanto das tomadas quanto dos aparelhos.
Isso quer dizer que não se fabricará as tomadas antigas (no Brasil) e os aparelhos novos devem vir com o novo padrão. Em alguns anos vai ser mais fácil você ter um adaptador do padrão novo para o antigo, do que dos antigos para o novo.
Lembre-se, o adaptador não é uma boa opção para usos continuos, e geralmente não são normatizados.
Segundo estudos estatísticos, cerca de 80% dos aparelhos hoje são compatíveis com o novo padrão, pois possuem 2 pinos cilíndricos, iguais aos do novo padrão e na mesma posição, pode reparar que muitos plugues tem o canto triangular para encaixar nas novas tomadas, só não tem o terra.As tomadas antigas em estoque continuarão sendo vendidas até Janeiro de 2011, e os fabricantes de eletrodomésticos tem que alterar o padrão dos seus plugues até “OUTUBRO DE 2010”. O prazo anterior era Dezembro de 2009 (antes da resolução nº 8 de 08/2009).
Não há porque deixar de instalar as tomadas novas em sua instalação ou reforma, se você tem as antigas instaladas em sua casa e estão funcionando bem, não se preocupe, mas peça para um profissional fazer a revisão das suas instalações, e se tiver que trocar alguma tomada você já sabe.
IMPORTANTE
Existem dois tipos de tomadas do novo padrão brasileiro, a de 10A (pino de 4,0mm), para aparelhos que consomem menos como: TVs, DVDs, rádios, etc.; e as de 20A (pinos de 4,8mm), para aparelhos que consomem mais tipo: microondas, secadoras, ferros de passar, condicionador de ar e outros.

Escolha cada uma de acordo com a necessidade dos seus aparelhos, lembrando que o circuito elétrico deve ter fiação e proteção (disjuntores) compatíveis com a carga presumida e as tomadas instaladas.

As novas tomadas são mais seguras e polarizadas, o que é uma grande vantagem para os aparelhos eletroeletrônicos. Mas de nada adianta ter uma tomada polarizada se não for corretamente instalada a posição do neutro, (depois queima seu computador e ninguém sabe por que).
Consulte sempre um profissional qualificado, é mais seguro e mais barato. Suas coisas duram mais.
Você pode comentar e acrescentar informações. Ajudenos a melhorar este ambiente de relacionamento.
Imagens folheto MKT 0509
sábado, 28 de novembro de 2009
REPARO PONTE ROLANTE
Numa empresa de corte e dobra de aço em que trabalhei ocorreu uma série de fatos que causaram um pequeno acidente com a entrada de energia dos trilhos de alimentação de uma das pontes rolantes.
São 4 pontes rolantes de 5Ton e 1 de 2Ton, todas da Kock, com botoeiras com cabo e inversor de freqüência no translado da ponte. A alimentação, como já mencionado, é feita através de barramentos laterais que alimentam um carrinho de conexão com escovas de carvão, bem mais prático e de fácil manutenção em relação á cortina de cabos que sempre dão algum tipo de problema e que limitam a distancia de translado da ponte.
Numa situação de elevação de uma plataforma elevatória em manutenção, houve o toque de uma parte da cesta na estrutura da ponte rolante (logo onde não devia), foi o suficiente para que uma abraçadeira de fixação do cabo alimentador, fixo na ponte, se solta-se dando uma folga no cabo. Essa folga era próxima do suporte do carrinho das escovas (numa curva 90º) e com a torção do cabo ficou igual um laço.

Após este fato, durante o translado da ponte ao passar no meio do trecho a cabo folgado enroscou-se na caixa de entrada do cabeamento alimentador dos trilhos arrancando-a e trazendo consigo parte dos cabos, como a ponte desligou na hora o estrago não foi maior.
Nessas fotos da pra ver como ficou a caixa e o ponto de entrada dos cabos, chegou a entortar alguns barramentos, mas nada que os inutiliza-se.

É muito importante falar que tínhamos um recurso que foi essencial para o rápido atendimento e reparo da instalação, que era o uso de plataformas elevatórias com lança extensiva e cesto giratório. Ganhamos ao menos duas horas de trabalho entre preparação da segurança, acesso ao local (15m de altura), subidas e descidas necessárias, além de um posicionamento ideal para as diversas etapas do trabalho.
As plataformas elevatórias tem um custo considerável de locação, mas dependendo da produção envolvida, risco de acidentes e otimização de outros custos (hora homem da equipe por exemplo), pode ser um ótimo investimento, com poucas horas de treinamento e destreza se aprende a operar uma dessas, o serviço fica muito mais prático.
Pra nossa sorte a empresa é fornecedora de plataformas das mais diversas.
Em poucas horas já estava tudo pronto.

Trocamos uma escova, reposicionamos o carrinho e os trilhos, refizemos as emendas dos barramentos juntamente com as conexões dos cabos. Com o auxílio do soldador fizemos um suporte um pouco mais afastado dos trilhos, apenas para evitar um problema semelhante, apesar de pouco provável.
Dessa vez foi fácil, trabalhoso mas nada para se descabelar, com recursos ideais e pessoal qualificado tudo fica mais eficiente, e eficiência quer dizer melhor relação custo/benefício.
Acidentes acontecem, mas a prevenção ainda é a melhor opção.
Realize preventivas e preditivas em suas instalações.
Até a próxima.
São 4 pontes rolantes de 5Ton e 1 de 2Ton, todas da Kock, com botoeiras com cabo e inversor de freqüência no translado da ponte. A alimentação, como já mencionado, é feita através de barramentos laterais que alimentam um carrinho de conexão com escovas de carvão, bem mais prático e de fácil manutenção em relação á cortina de cabos que sempre dão algum tipo de problema e que limitam a distancia de translado da ponte.
Numa situação de elevação de uma plataforma elevatória em manutenção, houve o toque de uma parte da cesta na estrutura da ponte rolante (logo onde não devia), foi o suficiente para que uma abraçadeira de fixação do cabo alimentador, fixo na ponte, se solta-se dando uma folga no cabo. Essa folga era próxima do suporte do carrinho das escovas (numa curva 90º) e com a torção do cabo ficou igual um laço.
Após este fato, durante o translado da ponte ao passar no meio do trecho a cabo folgado enroscou-se na caixa de entrada do cabeamento alimentador dos trilhos arrancando-a e trazendo consigo parte dos cabos, como a ponte desligou na hora o estrago não foi maior.
Nessas fotos da pra ver como ficou a caixa e o ponto de entrada dos cabos, chegou a entortar alguns barramentos, mas nada que os inutiliza-se.
É muito importante falar que tínhamos um recurso que foi essencial para o rápido atendimento e reparo da instalação, que era o uso de plataformas elevatórias com lança extensiva e cesto giratório. Ganhamos ao menos duas horas de trabalho entre preparação da segurança, acesso ao local (15m de altura), subidas e descidas necessárias, além de um posicionamento ideal para as diversas etapas do trabalho.
As plataformas elevatórias tem um custo considerável de locação, mas dependendo da produção envolvida, risco de acidentes e otimização de outros custos (hora homem da equipe por exemplo), pode ser um ótimo investimento, com poucas horas de treinamento e destreza se aprende a operar uma dessas, o serviço fica muito mais prático.
Pra nossa sorte a empresa é fornecedora de plataformas das mais diversas.
Em poucas horas já estava tudo pronto.
Trocamos uma escova, reposicionamos o carrinho e os trilhos, refizemos as emendas dos barramentos juntamente com as conexões dos cabos. Com o auxílio do soldador fizemos um suporte um pouco mais afastado dos trilhos, apenas para evitar um problema semelhante, apesar de pouco provável.
Dessa vez foi fácil, trabalhoso mas nada para se descabelar, com recursos ideais e pessoal qualificado tudo fica mais eficiente, e eficiência quer dizer melhor relação custo/benefício.
Acidentes acontecem, mas a prevenção ainda é a melhor opção.
Realize preventivas e preditivas em suas instalações.
Até a próxima.
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